Creio que os blogs estão deixando de ser apenas uma mania dos garotos
para tornar-se algo mais sério, no sentido de tornar-se um espaço aberto às
discussões e informações para um leque cada vez maior de profissionais da
educação. O blog pode ser um espaço de
reflexão sobre como se usar a internet pedagogicamente. Pode ser um espaço de
diálogo, pois os blogs nos possibilitam, publicarmos e armazenarmos informações
importantes diariamente, mensalmente, ou semestralmente, não importa, contanto
que seja usada no âmbito educacional, pode tornar-se um grande aliado dos
professores, alunos, o pessoal de apoio escolar etc. Os blogs são uma ótima maneira de nos comunicarmos, pois permite
que os seus autores tenham plena liberdade de se se expressarem de acordo com
seu foro íntimo, também podem defender suas corrente ideológicas, permitindo
assim que outros possam ler e comentar suas ideias. Isso é propício para que os
educadores também compartilhem seus pensamentos com outros professores, ou com
os responsáveis pelos alunos. Há várias maneiras de se usar um blog em sala de
aula. Por exemplo,o professor pode discutir com os alunos a criação de um
jornal sobre a disciplina do educador. Onde teriam informações sobre os
conteúdos ministrados na aula, poderiam também discutir sobre quais sites são
adequados para consulta ou atividades extraclasse e, a informação sobre
tarefas, ou notícias, seria postada pelo professor ou os alunos. Poderiam
incluir imagens, vídeos, músicas etc.
Segundo Xavier (2007), “as novas tecnologias de comunicação
influenciam o processo de ensino/aprendizagem, o que nos leva, no mínimo, a
refletir sobre o fato e a buscar novas práticas. Escola e sociedade não devem
caminhar separadamente. Assim, com o uso cada vez mais freqüente de novas
tecnologias, os educadores devem pensar em como utilizá-las em sala de aula.
Muitos pesquisadores já perceberam o potencial do blog como uma ferramenta de
ensino/aprendizagem (Lewgoy e Arruda, 2003; Downes, 2004; Williams e Jacobs,
2004; Martindale e Wiley, 2004; Baltazar e Aguaded, 2005; Carvalho et al.,
2006; Gomes e Silva, 2006)”.
A lei nº 10.639, de
janeiro de 2003, instituiu o Dia da Consciência Negra, assim como tornou
obrigatório o ensino sobre história e cultura afro-brasileira nas escolas. É
uma homenagem a Zumbi dos Palmares e, tem a intenção de provocar reflexão sobre
a igualdade entre as raças.
O dia 20 de novembro
é marcado pela luta contra o preconceito racial e a inferioridade diante da
sociedade.
Esses assuntos
enfatizam a reflexão, além de discutir e trabalhar para conscientizar as pessoas
da importância da raça negra e de sua cultura na formação do povo brasileiro.
O PPS entrou com uma ação no Supremo Tribunal
Federal (STF) em que pede que seja tratada como crime a discriminação por
orientação sexual e identidade de gênero. O partido quer que assassinatos, atos
de violência ou discriminatórios por homofobia e transfobia sejam combatidos
com o mesmo rigor previsto na Lei 7716/89, a Lei do Racismo.
“Todas
as formas de homofobia e transfobia devem ser punidas com o mesmo rigoraplicado atualmente pela Lei de Racismo, sob pena
de hierarquização de opressões decorrente da punição mais severa de determinada
opressão relativamente a outra”, sustenta a ação direta de
inconstitucionalidade por omissão protocolada pelo partido, que será relatada
pelo ministro Celso de Mello.
A escola não é um mar de bondade, não é o paraíso que deveria ser, não é
uma redoma de vidro protegida de todos os preconceitos. A escola faz parte da
sociedade, então toda a violência presente na sociedade está também na escola.
A escola é um lugar onde as coisas acontecem com muita intensidade, onde
são estabelecidos vários problemas. Isso faz com que acabe aparecendo o
racismo, o preconceito, a homofobia. De uma maneira geral, a escola assim como
a sociedade, tem como protótipo de aluno: o aluno branco, pegador, da classe
média, que tenha uma religião aceita
pela comunidade, essa é a norma.
O racismo e a homofobia na escola não é um acontecimento dos dias de
hoje, já vem de longa data. Negros e homossexuais, apesar de existirem outros
segmentos discriminados, são os mais brutalizados, seja com agressões físicas
ou agressões verbais. A discriminação é uma situação bem presente no ambiente
da escola e reflete o que a sociedade machista e patriarcal, ainda estabelece
como norma: que o aluno seja branco, boa aparência, heterossexual e de classe
média. Quando
alguém faz algum comentário racista na escola, sobre o negro, tem sempre alguém
censurando, seja um professor, seja um ou todos colegas, enquanto os
comentários homofóbicos são uma maneira de não se estressar, de brincar, enfim, uma maneira de dizer que os homossexuais não
são gente. A
sexualidade é um tema muito complicado e, a escola não está preparada para
lidar com isso, os alunos sempre viveram na sociedade machista, não estão
preparados para não serem preconceituosos. Existe uma série de preconceitos,
mas principalmente a homofobia. E tem um aspecto muito violento, porque os homossexuais recebem apelidos, são motivos de piada. Sofrem tanto que alguns
abandonam a escola. A escola fica perdida, sem saber como agir,
não sabe que medidas tomar nessas ocasiões, nem quando a coisa acontece. Acho
deveria haver uma política de prevenção nas escolas para coibir essas loucuras,
mas que não acontece, só acontece quando “tá tudo dominado” e aí não tem mais
jeito. Infelizmente tudo continuará na mesma.
17/02/2014
“NASCEMOS DA MISTURA,
ENTÃO PORQUE O PRECONCEITO?”
Autor da tela: Ademir Lopes Gabriel
Mesmo com todas as conquistas, a
permanência do comportamento continua com os mesmos padrões comportamentais.
Segundo o governo, nós somos um país construído na diversidade cultural. O
discurso governamental de que vivemos numa diversidade cultural, não pode ser
encarado como verdade, pois os diversos grupos sociais são marginalizados,
discriminados e execrados nos seus valores.
A propaganda do governo diz que as
escolas, faculdades em sua grande maioria são alunos de diferentes origens,
raças, credo religioso e de gênero. Os livros didáticos em grande maioria dizem
que o padrão é o homem branco e macho.
Se a coisa continuar desse jeito, de
maneira como os professores refletirão sobre as práticas pedagógicas para
tratar da diversidade cultural escolar. Como trabalhar os conceitos de gênero,
raça e etnia na sala, tendo como finalidade a valorização das múltiplas
identidades no âmbito da escola?
Ana
Célia Silva (2005) afirma que nos livros didáticos, nos currículos escolares e
nas falas dos professores, ainda há uma invisibilidade ou a visibilidade
subalterna de diversos grupos sociais, como os negros, os indígenas e as
mulheres. O preconceito instituído e manifestado na prática pedagógica pode
levar tais grupos a uma auto rejeição e rejeição ao seu grupo social,
comprometendo os processos constitutivos de sua identidade(s).¹
É de suma
importância que a escola promova a igualdade de gênero e combata todas as formas de discriminação existente.
Creio que
a escola deve pensar em preparar o indivíduo para exercer a cidadania é refletir sobre questões que
deem condições de uma vida melhor e o sujeito seja capa de poder decidir sobre
sua própria sexualidade, as atividades que deseja fazer, sem se importar com o
gênero ou se é branco ou preto.
Portanto,
é dever da escola como uma instituição que forma opiniões, desse modo deve
formar o aluno com a noção de cidadania e, de forma alguma deve alimentar o
preconceito e a discriminação contra a pessoa.
“Estamos
em pleno mar” das desigualdades sociais,
Afundando no veleiro antigo da discriminação…
Chicoteando com os olhos os de costumes tribais
Indiferentes à fome, ao humano, aos desta nação.
“Estamos
em pleno mar” de conflito ideológico,
Presos à mesma corrente do orgulho e preconceito,
Distraímos no mar do ego, do ciúme e “meu” direito,
Sem notar deveres, a fome, a sede, d’outro, é lógico.
“Estamos
em pleno mar” loucos no tempo, sem tempo,
Atravessamos o dia, a avenida, só a alma d’outrem não.
Descuidamos do homem porque pensamos em aumento
As crianças não terão futuro na nossa nação, nem coração.
Quando
um corpo cai assustamos, só por um instante.
Esquecemos, temos que ir buscar e esmagar o porvir…
Escravizamos nosso ser, o ter, o viver, o modo elegante.
Pisamos, estupramos, abusamos da vida sem sentir.
“Estamos
em pleno mar” das cotas, das notas, das mortas…
Crianças pelo crack, sem rumo, sem sina, sem nada.
Jogamos a âncora no dinheiro, no crédito, no cartão,
Na loteria, na correria, na fantasia, na depressão.
Do
negro vemos pigmentação, do índio, nem a cultura,
Do branco, só a pele, do oriental, piada tradicional,
Do pobre a ignorância. Do rico achamos que o ter é a cura…
Por que mínimas diversidades, preconceitos criaram esse mal?
“E disse
Deus: façamos o homem à nossa imagem”
Se formos assim, então Deus é um ser todo colorido.
Com sentimento, paixões, ilusões, vontades e amigos.
É dia de termos uma consciência que somos humanos.
Consciência
que somos humanos… Humanos!
Iguais a ele, a nós, a vós, a “eu”, a “tu”, a todos.
Consciência negra, branca, indígena e das etnias.
12 anos de escravidão chega aos cinemas aproximadamente 126 após a
abolição da escravatura no Brasil, que ocorreu com a Lei Áurea de 1888. Os
Estados Unidos acabaram com a escravidão algumas décadas antes, em 1863, mas em
um processo bem mais conflituoso, que gerou uma guerra que dividiu o país. 1863
e 1888... faz tanto tempo que era de se esperar que o racismo não fosse um
problema ainda tão presente em nossa sociedade. É claro que melhorou, como
mostra a eleição de um afrodescendente para o posto de presidente dos EUA, mas
situações como a do jogador de futebol Tinga, que ouviu a torcida peruana
imitando macacos toda vez que tocava na bola em um jogo pela Libertadores 2014,
ou do negro agredido, despido e acorrentado em um poste no Rio de
Janeiro, mostram porque trata-se de um filme muito atual. E que merece ser
assistido.
Solomon Northup (Cchiwetel Eijofor) é um negro liberto
que vive com a família no norte dos EUA. Ele é um músico respeitado e vive
normalmente. Determinado dia, é trapaceado por parceiros de trabalho e levado ao
sul, onde é vendido como escravo.
12 Anos de Escravidão - Trailer Legendado [HD
1080p] com Chiwetel Ejiofor e Brad Pitt
Com cerca de dois meses de atraso em relação aos Estados Unidos,
mais de 40 prêmios na prateleira e seis importantes indicações ao Oscar, Clube de Compras Dallas chega nos cinemas
brasileiros. E a magreza dos atores para viver o papel de vítimas da AIDS, lá
atrás, quando surgiram os primeiros casos da doença, continua fazendo efeito.
Mas se os comentários giram em torno - apenas - desse tema, é importante dizer
que o filme tem mais a oferecer.
Na
história, o caubói eletricista Ron Woodroof (Matthew McConaughev) leva um vida
de pura esbórnia, bebendo todas, cheirando muito, traficando drogas lícitas e
ilícitas e, sem proteção, transando a torto e a direito com as amigas. Depois
de um acidente de trabalho, seus exames de sangue informam que ele está
contaminado pelo HIV. O machão convicto contesta, mas com a chegada dos
sintomas, passa a investir na quebra do monopólio da indústria farmacêutica com
o famigerado AZT, investigando drogas alternativas no México, Amsterdã, China e
Japão. Ao lado de um amigo travesti (Jared Leto), cria um clube de fornecimento
de remédios não autorizados, que passam a dar sobrevida para ele (homofóbico
convicto) e os associados. O problema é a pressão do governo.
Clube de Compras Dallas Trailer Legendado
(2014) HD
Adidas retira do mercado camisas com apelo sexual após reclamação
brasileira
Presidente da Embratur, Flávio Dino, diz que camisas não retratam a
realidade do país
As camisetas lançadas pela Adidas para a Copa do Mundo com desenhos de um
coração em formato de bumbum e uma mulher de biquíni foram mal recebidas pelo
Governo brasileiro, o que levou a empresa patrocinadora do Mundial a retirar os
produtos do mercado nesta terça-feira (25/02), após reclamação do Brasil
alegando apelo sexual.
Maria, Maria
É um dom, uma certa magia
Uma força que nos alerta
Uma mulher que merece
Viver e amar
Como outra qualquer
Do planeta
Maria, Maria É o som, é a cor, é o suor É a dose mais forte e lenta De uma gente que ri Quando deve chorar E não vive, apenas aguenta
Mas é preciso ter força É preciso ter raça É preciso ter gana sempre Quem traz no corpo a marca Maria, Maria Mistura a dor e a alegria
Mas é preciso ter manha É preciso ter graça É preciso ter sonho sempre Quem traz na pele essa marca Possui a estranha mania De ter fé na vida
Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria
Mas é preciso ter manha É preciso ter graça É preciso ter sonho sempre Quem traz na pele essa marca Possui a estranha mania De ter fé na vida
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!! Lá Lá Lá Lerererê Lerererê Lá Lá Lá Lerererê Lerererê Hei! Hei! Hei! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei! Lá Lá Lá Lerererê Lerererê! Lá Lá Lá Lerererê Lerererê!
Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria
Mas é preciso ter manha É preciso ter graça É preciso ter sonho, sempre Quem traz na pele essa marca Possui a estranha mania De ter fé na vida
Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei!! Lá Lá Lá Lerererê Lerererê Lá Lá Lá Lerererê Lerererê Hei! Hei! Hei! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei! Ah! Hei! Lá Lá Lá Lerererê Lerererê! Lá Lá Lá Lerererê Lerererê!
Composição: Fernando Brant / Milton Nascimento Legendado por guta_silva
Retirado do site: http://letras.mus.br/milton-nascimento/47431/
http://www.youtube.com/watch?v=lXo7v7t5vOc
A musica Maria Maria relata a vida de uma mulher
trabalhadora e guerreira, que têm ideais, mas que, no entanto tem suas dificuldades,
e mesmo assim sabe levar a vida, é uma mulher com gana, manha, graça e tem fé
na vida para alcançar seus desejos, sonhos e objetivos.
Sendo o nome “Maria” um nome popular brasileiro se entende que o auto ou citar
na musica “Maria, Maria É o som, é a cor, é o suor “ ele se refere a todas as
mulheres brasileiras trabalhadoras, guerreiras.
Portando, a musica de Maria Maria de Milton nascimento relata a vida de uma
mulher brasileira com dificuldades, mas que nunca deixa de batalhar no seu dia
a dia pelos seus ideais.
Sinopse: Maria José, uma menina de 5
anos de idade, é levada a largar os estudos para trabalhar. Enquanto trabalha,
ela cresce, casa, tem filhos, envelhece.
"VIDA MARIA" é um projeto premiado no "3o. PRÊMIO CEARÁ DE
CINEMA E VÍDEO", realizado pelo Governo do Estado do Ceará.
Produzido em computação gráfica 3D e finalizado em 35mm, o curta-metragem
mostra personagens e cenários modelados com texturas e cores
O
filme mostra a história do que se mais vê aqui no interior do nordeste, onde
vemos crianças que tem sua infância interrompida muitas vezes para ajudar a
família a sobreviver, infância essa resumida aos poucos recursos e a más
condições.
A
Maria que aparece no filme mostra satisfação no que faz, em apenas escrever seu
primeiro nome a princípio, o momento em que sua mãe lhe chama a atenção, é
tirada, não só a atenção como seu futuro de ser uma pessoa diferente que sua
mãe, que não tem uma visão do futuro, querendo dar a filha a mesma criação que
teve.
O
objetivo do curta é mostra que devemos dar sempre mais que tivemos pros demais,
para tentar construir um futuro que não tivemos, e estar sempre a procura do
melhor e não se acomodar naquilo que vivemos.
O
tema central partiu da vida pessoal de Ramos, que, imerso em seu trabalho com
televisão e vinhetas de publicidade, viu o sonho de realizar um curta sendo
adiado pela realidade do dia-a-dia.
"A
ideia de realizar um projeto pessoal que fosse mais duradouro surgiu em 2000,
mas, sem tempo, tive de adiá-lo por alguns anos", diz Ramos, que, além de
dirigir, foi responsável por roteiro, fotografia, arte, som e montagem,
contando apenas com a ajuda de Hérlon Ramos na composição da trilha sonora. "A
ideia central surgiu da minha própria experiência, da contradição entre um
sonho [realização do curta] e a realidade [a rotina diária de trabalho] que se
impõe todos os dias." Longe de parecer um autorretrato, Ramos tornou o
material ainda mais rico ao apresentar um ciclo na vida de Maria José, que é
obrigada a largar os estudos para ajudar nas tarefas diárias da família. Assim
como todas as Marias em sua infância, Maria José gosta mesmo é de
"desenhar palavras" em seu caderno. Repreendida pela mãe, Maria vai
ao quintal executar as tarefas da casa. De forma brilhante, Ramos mostra a
repetição deste ciclo passando ao menos por três gerações.
Assim, com toques de humor, o diretor cearense consegue falar em oito minutos
mais sobre a triste situação socioeconômica vivida por muitas gerações do que
qualquer dissertação acadêmica.
A arte popular tem no Brasil
é atribuída a pessoas incultas, sem formação acadêmica, mas essas mesmas
pessoas criam, esculturas, xilogravuras, pinturas, literaturas com excepcional valor
estético e artístico. A arte seja acadêmica ou popular, é antes de tudo, a
expressão cultural de um povo.
José Francisco Borges,
mais conhecido como J. Borges é um dos mestres do cordel, um dos artistas
folclóricos mais celebrados da América Latina e o xilogravurista brasileiro
mais reconhecido no mundo.
A divulgação do seu trabalho como gravurista iniciou-se em 1972,
quando os pintores cariocas, Ivan Marquetti e José Maria de Souza, em visita a
Bezerros, encomendaram gravuras em tamanhos maiores do que os usados
normalmente no cordel. Pelas mãos desses pintores, essas gravuras chegaram ao
escritor Ariano Suassuna e, com o seu incentivo, Borges passou a ser conhecido
como o “melhor gravador do Nordeste”. Em pouco tempo, os seus trabalhos já
participavam de exposições na França, Alemanha, Suíça, Itália, Venezuela e Cuba.
“Devo dizer, preventivamente, que não concordo com
todos os argumentos expostos neste texto do sociólogo Bernardo Lewgoy,
inclusive porque alguns são repetitivos ou não exibem coerência lógica no seu
próprio enunciado.”
Expô-las
Transcrevo, porém, porque, como ele, também sou contra, absoluta e
explicitamente, as cotas raciais, instrumento de criação de um apartheid no
Brasil, por princípio e também por uma série de argumentos que se confundem,
mas apenas em parte, com aqueles alinhados abaixo.
Sou contra, especificamente, esta frase, em forma de interrogação, do autor:
"Você faria uma cirurgia com um médico cotista?"
Não creio que um médico, após cinco ou mais anos de estudo de medicina,
supondo-se que tenha tido um desempenho médio igual ou similar aos dos seus
colegas não-cotistas e tenha sido avaliado da mesma forma, sem complacências,
venha a ter um desempenho, como profissional, muito inferior aos dos citados
colegas não-cotistas. Qualquer pessoa é capaz de aprender, desde que lhe seja
dada oportunidade para tal. O que objeto é ao princípio mesmo do ingresso em
qualquer curso, concurso ou profissão que não seja por mérito aferido
abertamente, de maneira absolutamente democrática.
Teria várias outras considerações a fazer a propósito desta questão, mas remeto
a oportunidade ulterior, passando-se agora à leitura desta "petição"
contra as cotas.
1. Cotas raciais sempre dividem negativamente as sociedades onde são
implantadas, gerando o ódio racial e o ressentimento das pessoas que não
entraram na Universidade, apesar de terem obtido nota maior ou igual do que os
cotistas nas provas de vestibular.
2. Cotas raciais criam um terrível precedente ao
admitir a discriminação racial para atingir objetivos políticos, gerando nas
pessoas a sensação de que não serão mais julgadas pelo que são ou fazem, mas
pela cor de sua pele ou origem étnica.
3. Cotas raciais foram importadas para esconder o
real problema da baixa qualidade do ensino básico e dar poder dentro da
Universidade a políticos que não têm nenhum compromisso com a qualidade do
ensino e da pesquisa.
4. Cotas raciais corrompem as Universidades onde
são aplicadas, aniquilando o valor do mérito acadêmico e criando pressões sem
fim para discriminar as pessoas por sua “raça” em todos os níveis de ensino, do
fundamental à universidade.
5. Cotas raciais levam a hipocrisia para dentro da
sala de aula, pois estimulam o relaxamento nos padrões de avaliação, por parte
de professores temerários de serem taxados de racistas, caso reprovem ou dêem
notas baixas a alunos cotistas ou oriundos de minorias étnicas.
6. Cotas raciais sempre enfrentam o problema de
como saber quem pertence ou não de alguém a um grupo racial Pelo sangue? Pela
cor da pele? Como o Brasil é um país miscigenado, odiosos tribunais raciais
acabam decidindo se alguém pertence ou não a uma “raça” e ocasionam tremendas
injustiças, como mostrou o caso dos gêmeos da UnB.
7. Cotas raciais desestimulam não só o mérito
acadêmico mas encorajam a separação do povo em grupos raciais rivais,
destruindo possibilidades de real convívio humano entre pessoas diferentes.
Você sabia que muitas pessoas contrárias às cotas raciais são filhas de pais de
cores diferentes? Qual será o clima que essa proposta vai gerar num país em que
a miscigenação está dentro dos lares?
8. Cotas raciais geram preconceito contra pessoas
decentes de todas as origens, que gostariam de ser julgadas pelo seu mérito e
não pela cor da sua pele. Elas incentivam um clima sem fim de suspeitas de que
o aluno negro – cotista ou não - não é competente nem como estudante e nem o
será como futuro profissional. Você faria uma cirurgia com um médico cotista?
9. Cotas raciais entraram no Brasil pela porta dos fundos, num momento em que
todas as pesquisas dos órgãos oficiais mostravam que seus supostos
beneficiários, negros e pardos, vinham melhorando sua situação social e
inserção na Universidade Pública.
10. Cotas raciais recuperam a idéia, refutada por
toda a ciência moderna, de que a humanidade se divide em “raças”, oficializando
aquilo que se quer combater.
No momento, a
Universidade de Brasília vive a possibilidade de admitir a implementação do
sistema de cotas para o ingresso de ”negros” na Universidade. Eu, apesar de
todos os pseudodebates[1]a que compareci, em que a minha e outras
dezenas de mentes foram simplesmente marteladas repetidas e reiteradas vezes
com a abissal diferença socioeconômica existente no Brasil entre negros e
brancos, tendo como base dados do IPEA, não me convenço de forma alguma de que
a adoção de qualquer política de cotas seja algo desejável.
A Lei Maria da Penha, sancionada em agosto de 2006, é uma lei
muito especial. Foi criada não só para punir, mas para que ocorram processos
jurídicos que protejam a integridade física e psicológica da mulher e inibam
novos casos. Ela foi batizada em homenagem a uma vítima real da violência
doméstica: a cearense Maria da Penha Maia, que ficou paraplégica após levar um
tiro do marido enquanto dormia.
Ideias sexistas
bastante populares.
É
dever natural do homem o sustento da família.
Mulheres
devem ser responsáveis pela casa.
As
mães são mais importantes na formação dos filhos que os pais.
Homens
não choram/Homens devem ser fortes.
Trair
é da natureza masculina.
As
mulheres são mais frágeis (ou inocentes).
O que é sexismo?
Sexismo é termo
que se refere ao conjunto de ações e ideias que privilegiam entes de
determinado gênero (ou, por extensão, que privilegiam
determinada orientação sexual) em detrimento dos entes de outro gênero (ou
orientação sexual). Embora seja constantemente usado como sinônimo de machismo é
na verdade um Hiperônimo deste, já que é possível identificar
diversas posturas e ideias sexistas (muitas delas bastante disseminadas) que
privilegiam o gênero feminino em detrimento do gênero masculino ou que
privilegiem homossexuais em detrimento de heterossexuais.