segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

TECNOLOGIA

Conheça erros e acertos da ficção ao tentar antecipar aparelhos eletrônicosA ficção antecipou bem aparelhos como os telefones celulares, mas outras criações - caso dos videofones e das mensagens holográficas - não se popularizaram como previsto nos filmes
Roberta machado
Publicação: 30/12/2013 07:00 Atualização:

A conversa é muda, mas o público pode ver claramente com quem Joh Fredersen conversa ao telefone. Isso porque, quando o filme Metropolis foi produzido, em 1927, o som ainda não havia chegado ao cinema — mas na ficção já existiam os videofones. No mesmo ano, a empresa AT&T lançava um equipamento de função parecida e que serviria de protótipo para seu Picturephone nos anos 1960. A ideia passaria outras décadas viajando entre o cinema e a realidade, com referências memoráveis em títulos como 2001: uma odisseia no espaço e Bladerunner: o caçador de androides e modelos reais lançados por empresas como Bell Labs, Ericson e Western Electric.


Os telefones com vídeo, no entanto, nunca decolaram como os filmes previam, a ponto de eliminar os aparelhos tradicionais. Nem mesmo com a popularização da tecnologia 3G. A mulher do futuro Jane Jetson já mostrava nos anos 1960 uma possível razão dessa resistência: quando, em um dos capítulos da série animada Os Jetsons, o videofone anuncia a ligação, a vaidosa esposa de George não quer aparecer para a amiga com cara de sono. A cômica solução encontrada por ela é recorrer à sua “máscara matinal”, uma cópia do próprio rosto que usa para esconder as olheiras durante a conversa videofônica. Por motivos como esse, as conversas cara a cara só se tornaram hábito a partir de ferramentas on-line como Skype, geralmente com horário marcado para o encontro.



“Quando você vê alguma interface ruim na ficção científica, geralmente descobre algo sobre a natureza humana, especialmente sobre as relações sociais e sobre como usamos a tecnologia”, explica o designer Nathan Shedroff, coautor do livro Make it so: interaction design lessons from science fiction (sem edição em português). Nem tudo que é bonito na grande tela, explica o especialista, funciona na vida real. “Vemos muitas interfaces de voz no cinema, mas isso nunca funcionaria. Você não teria privacidade conversando com seu computador o dia inteiro. Seria irritante e, em algum ponto, seria confuso para o sistema”, aponta Nathan.
Fonte: Correio Brazilinse

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